Terça-feira, Julho 19, 2005

Portas Fechadas




É assim que se fecham portas... É assim que se diz Adeus a um espaço onde divagamos durante algum tempo...



Num dia, num tão belo dia como tantos outros, percebi que temos de dizer adeus definitivo ao passado. Não se trata de fugir para o futuro, nem tão pouco de nos escondermos no presente... Trata-se de ir vivendo por outros becos, percorrer outros mapas desconhecidos, esgueirar outras esquinas... Encontrar a nossa própria vida.


Há quem não perceba este meu estilo de saltitar de blog em blog, apagando alguns dos que vão ficando para trás... Só consigo dizer que encaro cada blog como um pequeno livro que vou escrevendo... E não somos nós que escolhemos os livros - diz Rosa Lobato Faria - São eles que nos escolhem a nós.
E eu fui escolhido por outro livro que começo agora a escrever... Não vou por aqui o link, porque não existe ligação entre este passado e o futuro... Porque não quero correr o risco de errar como errei no Bocados, porque ainda tinha que escrever no horizonte nesse momento...
Irei dando a cada um dos que gostaria que me acompanhasse.
A próposito: Phoenix também morreu. E as suas cinzas foram espalhadas para lugares incertos e acabaram por se perder...
Adeus a este Blog que tive durante este tempo, é tempo de fazer as malas e mudar-me para outro espaço..

Terça-feira, Julho 12, 2005

Regresso à realidade




Passou tanto tempo desde o último acto de bom-senso que tive. Para quem me segue atentamente será fácil de perceber o que estou a dizer... Sempre fui ajuízado, ou pelo menos dentro do possível, mas não o tenho sido últimamente.

Hoje, enquanto passava uma tarde atarefada, tive tempo e disponibilidade para fazer um balanço e tirei a conclusão final.

Não é uma conclusão fria, mas pretende ser uma no mínimo lógica. Não me vou gastar em palavras: perdi-te. Perdi a hipótese de te conhecer melhor. Mesmo que não quisesse admitir isso no passado. Mas tu sabes que isso é verdade.

Adorei O momento em que estivemos juntos, foi um daqueles mágicos, deixemos isso dessa maneira. Não voltarei a referir o que se passou, nem tão pouco a ti, o assunto está mais do que gasto. Já não existem palavras para descrever a situação. Chamar-te-ei sonho efémero, parece-me bem.

E não me alongo mais, parece incrível não é? A minha vida tem continuado e sei que certamente existe um alguém à minha espera, porque precisa de mim, assim como estou à espera, porque também preciso.

Qual é a vossa opinião sobre umas férias deste espaço virtual, no seu todo incluído? Parece-me bem.

Então, Até mais ver...
Boas Férias
Hugo Lourenço

Peças-do-(meu)-puzzle




Pegando em excertos de vários autores, tentei transformar os vários sentidos, em cada um deles implícito, num só (meu) sentido...


Isto é voltar, sem dor nem nem mágoa. Isto é só mais uma razão p'ra estar sem ninguém, dentro de mim, por ti... por dentro de mim. Mesmo que seja pena quase não poder ficar, és quente quando a luz te traz. E quase te vi amor, quase nasci sem ti, quase morri por dentro de mim.

Andamos em voltas rectas na mesma esfera, onde ao menos vemos, porque o fumo passou. A chuva no chão revela os olhos por trás. Há que limpar o restolho do que o tempo queimou. E como geme este restolho triste e solitário, preso de saudade: esquecido, enlouquecido, dominado. Escondido entre as sombras do montado, sem forças e sem cor nem vontade... Mas é preciso morrer e nascer de novo, semear no pó e voltar a colher, há que ser trigo e depois ser restolho, há que penar p'ra aprender a viver. Porque a vida não é existir sem mais nada. A vida não é dia sim, dia não. É antes feita em cada entrega alucinada, p'ra receber daquilo que aumenta o coração...

Perdões pedidos num murmurio desolado, quando o réu morava ao lado, (silencio) mais cruel não pode haver...E agora, diz-me se já decidiste. Porque o tempo voa e a tua imagem ainda persiste. Tens o tempo de um cigarro se ainda quiseres partir. Porque aqui é como andar no deserto, sempre tão longe e tão perto. Olha à minha volta e vê o (meu) mundo é tão incerto.

Estás tão perto de ser tudo, mas, tens fios demais a prender-te as cordas. Podes vir amanhã.
Quero só saber se vais ou queres ficar. Eu sei que não vou partir sozinho. Sinto (que vou com) o vento, sinto a estrada, sinto o fim da linha... Tudo passa, voa: como folha de jornal; Meia volta, pára: como um carro num sinal. Tens riscas demais a estragar o quadro, se quiseres, podes vir amanhã. Mas, podes vir amanhã...

Eu fui devagarinho, com medo de falhar, não fosse esse o caminho certo. Fui descobrindo devagar, fui aprendendo a procurar por entre sonhos meus... E assim fui chegando... e estás tão perto de ser tudo, estás tão perto de ser nada.. Eu fui assim chegando, sem entender porquê, já foram tantas vezes tantas, assim como desta vez...

Segue por ti que sei que consegues, voa por mim mais de mil vezes. E, se não fores capaz sabes que estou atrás. Estás tão perto de ser nada, parte p'ra vida sem morada. Olha em frente, já és tudo. Eu sei que as estrelas olham por ti. Então segue por ti, segue por ti que estás tão perto... tão perto... Porque os meus lindos olhos, tão pequeno Deus, eles são divinos de tão belos os teus. Quem t'os pintou com tal condão, jamais nele sonhou criar tanta imensidão... De oiro sereste, filho de um choro agreste, astros que alto o céu reveste e onde a tua história (em mim, só em mim) é escrita. Meus lindos olhos, de lua cheia, um esquecido do outro p'ra brilhar p'ra rua inteira.

Este fado que aqui canto, inspirou-se só em ti, tu que nasces e renasces, sempre que algo morre em mim(ti)...Quem me dera poder cantar. Horas, dias... tão sem fim... Quando peço por favor... só mais um fado...

Segunda-feira, Julho 11, 2005

Até Sempre Anjo do Amor




Viajo... viajo no tempo e encontro palavras de quem um dia esteve a meu lado

Com medo, de cada palavra que possa soltar, escrevo. Esboço com medo das conclusões que advenham das palavras... Mas a verdade é que nem consigo explicar o arrepio que me vai na espinha. Como se entrasses com a linguagem que sabes me envolver. Como se soubesses tocar em todos os pontos fracos deste alguém que nem sabe por onde vai a sua alma, por onde anda o seu coração...

Mas, de uma coisa tenho a certeza: tudo!, tudo o que vivi no passado tornaria a repetir! Nunca me arrependo do que fiz no passado, só me arrependo das coisas que não fiz! E esta frase parece resumir tanto...

E se me sinto num aperto por dentro, se sinto que tenho saudades desses momentos em que fomos só um - como costumavas dizer, e bem - também sinto cada vez mais que faz sentido o que estou a fazer. Cada um tem de lutar por aquilo que quer - dizia eu, ontem, a um amigo que temos em comum - e eu estou a lutar por mim! Estou a lutar pelo meu coração! E eu sei que tu sabes disso, porque dizes compreender porque razões viajei para longe de ti, para longe de nós...

Nem sabes como me sinto frio... Como me sinto vazio... Pois te digo que, neste momento, sinto-me sem sentimentos, sinto-me cruel. Sinto que sou bicho que não merece nem a vida. Aquela de igual olhar há-de perceber-me; Sou bicho-do-mato - costuma afirmar.

Em tão vasto léxico, do que dizes não me ter referido antes, fica uma frase que nunca me esqueci:
Nunca se esqueçam do que sentem um pelo outro. E pergunto-me será que me estou a esquecer? O que se passa dentro deste pequeno coração que tanto sangra?... O que se passa em mim? É que já passei outra vez para o outro lado, tão derrepente como quando estava neste..

E concluo que foi por isto que me fui embora. Porque me senti a viajar por alguém que tanto desejo. Porque me sinto a transbordar por todos os poros este sentimento. Porque é este alguém que quero, não num acto de ter, porque não se tem ninguém. É simplesmente a este alguém que quero entregar o amor que tenho para dar com um sorriso e um fogo no coração...

Tu vieste, ensinaste-me uma lição, uma lição de que nunca me hei-de esquecer... Ensinaste-me a não ter reservas com quem gostamos, a expor o que vai cá dentro. Ajudaste-me a não ter medo de errar novamente... e como precisava de saber que posso errar quantas vezes quiser, que não deixarei de ser humano. Estas foram lições dos dois lados, foram aprendizagens importantes que levaremos para vida. Eu dei-te o que precisavas e tu deste o que eu precisava. Tu sabes disto, eu sei também, sei que sabes do que falo e eu sei do que falas. Que fique este gesto terno de dois amantes do passado que hoje se tornam amigos, mesmo que vá demorar que assim seja...

Que o tempo seja generoso, e não nos afaste, amigo deste amigo. E que eu te veja encontrar o amor que tanto mereces, como nunca conheci ninguém que o merecesse. Tu és o anjo do amor. Tu és alguém que vai ser muito feliz, mesmo que assim não te pareça agora, mesmo que eu esteja a por isto de um jeito bonito... Mas acredita!, não se trata de arranjar palavras mais ou menos belas para te iludir. Trata-se do meu desejo do fundo do coração para ti.

Que encontres algo mais estável do que eu, do que a Lua, que vai passando por fases - ora minguante, ora crescente, ora nova, ora cheia...

E que este alguém que me leva o coração goste do luar, porque é tudo o que tenho para lhe dar... senão estarei perdido.. Porque é o pouco que vou tendo, este brilho de uma lua que só aparece quando a estrela sol lhe dá espaço para brilhar com o seu reflexo.

Know it sounds funny
But I just can't stand the pain
Girl I'm leaving you tomorrow
Seems to me girl
You know I've done all I can
You see I begged, stole
And I borrowed
Ooh, that's why I'm easy
I'm easy like Sunday morning
That's why I'm easy
I'm easy like Sunday morning
Why in the world
Would anybody put charms on me?
I've paid my dues to make it
Everybody wants me to be
What they want me to be
I'm not happy when I try to fake it!
No!
Ooh,that's why I'm easy
I'm easy like Sunday morning
That's why I'm easy
I'm easy like Sunday morning
I wanna be high, so high
I wanna be free to know
The things I do are right
I wanna be free
Just me, babe!
That's why I'm easy
I'm easy like Sunday morning
That's why I'm easy
I'm easy like Sunday morning
Because I'm easy
Easy like Sunday morning
Because I'm easy
Easy like Sunday morning